A Imersão Moda, Corpo e Território nasce para reunir, em Cachoeira, pessoas interessadas
em viver a moda a partir de centralidades como corpo, memória, presença, identidade,
criação e território.
Durante cinco dias, a Àbámodá abre um campo de experiência que articula formação crítica,
vivências corporais, oficinas, criação, leituras do território e afroturismo cultural, em diálogo com o período da Boa Morte e com a força histórica, simbólica e espiritual do Recôncavo da Bahia.
Cachoeira conduz essa travessia. A cidade oferece chão, ritmo, densidade e contexto. O rio, as ruas, os mercados, os gestos, a religiosidade, o casario e a memória negra compõem a experiência e orientam a escuta. A programação foi pensada para pessoas que desejam aprofundar repertório, refinar percepção, ampliar linguagem e produzir criação com sentido.
A Imersão Moda, Corpo e Território foi concebida para quem deseja estudar, criar, pesquisar, sentir e reposicionar o próprio percurso a partir de referências comprometidas com a ancestralidade, a cultura negra, a leitura crítica do mundo e a força dos territórios.
Aqui, a moda é tratada como linguagem cultural, política e estética. Ela organiza narrativas, afirma presenças, traduz pertencimentos e projeta futuros. Cada escolha de forma, matéria, gesto, imagem e vestimenta participa de uma visão de mundo.
Quatro camadas sustentam a travessia:
Moda decolonial, moda com identidade, estética afro-brasileira, imagem, política, representação e criação autoral.
Presença, gesto, movimento, escuta, rito, memória e corpo-território.
Cachoeira como campo vivo de leitura estética, histórica, cultural e sensível.
Deslocamento, pertencimento, fruição e encontro com um território negro de alta densidade simbólica.
Cidade negra, histórica e simbólica do Recôncavo Baiano, ela oferece uma ambiência rara para uma imersão dedicada à relação entre moda, corpo e território. Aqui, o espaço participa da formação. A paisagem informa. A rua ensina. A festa convoca.
A memória organiza o olhar.
A imersão acontece durante o período da Festa da Boa Morte, em diálogo respeitoso com sua força cultural, ancestral, espiritual e comunitária. Esse contexto amplia a experiência e reposiciona a relação das/os participantes com o tempo, com a cidade e com as camadas de sentido que a atravessam.
Cachoeira se apresenta, portanto, como território-escola: um lugar onde criação, história, presença e escuta caminham juntas.
A imersão se dirige a pessoas da Bahia, do Brasil e de outros países interessadas em moda decolonial, criação, corpo, ancestralidade, território, cultura negra e experiências de aprofundamento.
Ao longo da imersão, as/os participantes acessam uma experiência que articula:
• Formação crítica em moda decolonial;
• Vivências de corpo, ancestralidade e presença;
• Oficinas criativas;
• Rodas de conversa e partilhas;
• Experiências guiadas pelo território;
• Afroturismo cultural;
• Criação autoral a partir da experiência;
• Fruição cultural em Cachoeira;
• Tempo de elaboração, síntese e reverberação.
Entre os temas que atravessam a jornada estão:
• Moda com identidade;
• Corpo-território;
• Vestimenta, rito e presença;
• Estética afro-brasileira;
• Cachoeira e Recôncavo como arquivo vivo;
• Moda, memória e pertencimento;
• Afroturismo e economia criativa;
• Criação autoral a partir da experiência.
A imersão reúne uma equipe de condução e convidadas/os com repertório, experiência e vínculo
orgânico com os campos de atuação mobilizados pela proposta.
Anthea Xavier
Moda decolonial, pesquisa, imagem, memória e narrativas visuais.
Dih Morais
Moda autoral e decolonial, identidade, território e criação afrocentrada.
Iyá Fabrine Ferreira
Corpo-território, ancestralidade, criação, movimento e memória.
Luísa Mahin
Economia criativa, moda, território, elaboração de projetos e manifestação das ideias.
Tai Oliveira
Cartografia estética, símbolos, texturas, memória e vestes de força.
Valmir da Boa Morte
Saberes do território, memória viva e leitura cultural de Cachoeira.
A programação foi desenhada como uma travessia em cinco movimentos. Cada dia abre uma
camada da experiência e amplia a relação entre corpo, pensamento, criação e território.
Tema: Chegar ao território
Recepção, chegada na hospedagem, roda de apresentação, alinhamento
de intenções, palestra de abertura, vivência de corpo e conversa sobre
Cachoeira como território-escola. Experiências guiadas pelo território / Afroturismo
cultural Criação autoral a partir da experiência.
O primeiro dia inaugura o tempo da imersão. É o momento de pousar, reconhecer o espaço, encontrar o grupo e abrir o campo da experiência.
Ao longo do dia acontecem a recepção das/os participantes, o check-in na hospedagem, o almoço de boas-vindas e a entrega do
kit da imersão.
A abertura oficial reúne roda de apresentação, rito de chegada e alinhamento de intenções, além da apresentação da Àbámodá e
da equipe de condução da experiência.
A palestra de abertura será com Anthea Xavier com o tema: Moda, território e identidade: por que vestir também é narrar mundo?
A primeira vivência com Fabrine Ferreira abre o campo do corpo e da presença, trabalhando:
• Corpo, chão, respiração, presença e escuta;
• Corpo como território ancestral;
• Movimento, gesto e memória.
À noite, após o jantar, o grupo participa da conversa de abertura com Valmir da Boa Morte, com o tema:
Cachoeira como território-escola.
Tema: O corpo como arquivo e a moda como linguagem
Vivência corporal, reflexões sobre moda afro-brasileira e moda decolonial,
caminhada guiada por Cachoeira e leitura sensível do território.
O segundo dia aprofunda a relação entre corpo, rito, criação e território.
Pela manhã, após o café, acontece a vivência corporal com
Fabrine Ferreira, voltada a:
• Corpo, ancestralidade, rito e movimento;
• Oficina sensível sobre vestimenta, gesto, postura e energia.
Na sequência, o Módulo 1, com Anthea Xavier, abordará:
• Moda afro-brasileira e moda decolonial;
• Imagem, política e representação;
• Criação com memória, território e pertencimento;
• Moda como linguagem de reparação e futuro.
Na tarde acontece o Módulo 2 com Dih Morais, abordando:
• Moda decolonial;
• Moda com identidade;
• Crítica ao olhar colonizado sobre vestir, beleza e valor;
• O Recôncavo como território epistemológico.
Ainda neste dia, Iyá Fabrine Ferreira, Luísa Mahin e Tai Oliveira conduzem a experiência territorial guiada por Cachoeira, com:
• Caminhada curada pela cidade;
• Leitura de paisagem, arquitetura, rua, mercado, rio, religiosidade e memória negra;
• Observação de vestimentas, signos, cores, materialidades e corpo social.
À noite, após o jantar, haverá atividade de fruição cultural e inserção orientada em programação da cidade e da Boa Morte.
Tema: O que o território fez mover em mim
Vivência de corpo, moda como linguagem de mundo, elaboração
de projetos, workshop criativo e laboratório de criação a
partir do território.
O terceiro dia se dedica à elaboração dos processos criativos e subjetivos mobilizados ao longo da experiência.
Pela manhã, após o café, acontece a vivência com Iyá Fabrine Ferreira, atravessando:
• Corpo-origem;
• Corpo-presença;
• Corpo-futuro.
No Módulo 3, Luísa Mahin trabalhará:
• Como criar projetos de moda, pesquisas ou percursos autorais a partir da experiência;
• Como captar recursos e acessar investimentos para os projetos;
• Moda enquanto linguagem de mundo. Qual o ponto que te distingue?;
• Moda e economia criativa;
À tarde, o grupo participa do workshop criativo com Tai Oliveira, dedicado à cartografia estética pessoal, trabalhando:
• Referências;
• Símbolos;
• Cores;
• Texturas;
• Grafismos;
• Memórias;
• Vestes de força.
Haverá também um laboratório em grupos orientado pela pergunta:
como transformar território em linguagem estética?
Tema: Território vivo
Vivência ampliada em Cachoeira, presença no território e fruição cultural
em diálogo respeitoso com a força simbólica da festa.
O quarto dia se dedica à imersão na Festa da Boa Morte, compreendida como território vivo de memória, espiritualidade, cultura e presença negra.
Será um dia de experiência ampliada no território, em que as/os participantes poderão viver Cachoeira em outro tempo: com presença, observação, escuta e aprofundamento sensível.
A programação deste dia será conduzida pela equipe da imersão, considerando:
• A agenda cultural do período;
• As condições logísticas;
• O respeito aos ritos, tempos e significados da festa;
• A fruição territorial como parte essencial do processo formativo.
A proposta para este dia é de presença. O território segue ensinando, e a experiência se amplia em contato direto com a cidade e com a festa.
Tema: Fechamento, presença e reverberação
Vivência de corpo, roda integrativa, partilha dos processos, fechamento
criativo e encerramento da experiência.
O quinto dia será dedicado ao fechamento da experiência, à integração dos processos vividos e à elaboração sensível da travessia.
A programação reunirá uma vivência de corpo e uma roda integrativa de encerramento, criando um tempo de presença, escuta, partilha e síntese. Será um momento para reconhecer os deslocamentos produzidos ao longo da imersão, nomear aprendizagens, reorganizar percepções e acolher aquilo que a experiência mobilizou no corpo, no pensamento e na criação.
O grupo participará da partilha dos cadernos e processos, das apresentações de síntese
individuais ou em dupla e da roda final com a pergunta: o que levo do corpo, do território e da moda?
A proposta para este último dia é cuidar da passagem entre experiência e continuidade.
O dia será finalizado com um fechamento criativo, permitindo
que cada participante traduza, à sua maneira, as marcas deixadas pela travessia e os sentidos que deseja levar consigo a partir
de Cachoeira.
A hospedagem incluída no pacote será em quartos duplos ou triplos.
Participantes que desejarem quarto individual poderão solicitar essa possibilidade, mediante
negociação específica e eventual ajuste de valor,
conforme disponibilidade do hotel.
Para participantes que empreendem na moda, arte e criação autoral, haverá um espaço colaborativo na loja da Àbámodá para circulação e comercialização de produtos durante o período da experiência e da Festa da Boa Morte.
As peças poderão ser recebidas sob consignação.
Ao final da imersão, a equipe realizará o fechamento das vendas consignadas, a prestação de contas e a devolução dos produtos remanescentes, quando houver.
A proposta amplia a possibilidade de partilha, visibilidade, articulação de rede e movimentação
da economia criativa de forma coletiva e coerente com o espírito da imersão.
Até 07 de Agosto
Valor calculado conforme câmbio do dia.
Condição especial a consultar.
Vagas sob seleção interna.
Acesse o formulário e realize sua inscrição preliminar.
Após a análise inicial do formulário, a equipe entrará em contato para uma conversa breve de alinhamento e conhecimento de perfil.
Depois dessa etapa, você receberá o retorno sobre sua seleção para a experiência.
Com a aprovação do perfil, a equipe enviará as orientações para confirmação da vaga e forma de pagamento.
A inscrição preliminar não garante vaga automática.
A seleção considera a aderência
ao propósito da imersão, a diversidade de
perfis e o potencial de troca e reverberação da
experiência.
A potência da Imersão Moda, Corpo e Território está na coerência entre conceito, território, condução e experiência.
Cachoeira, no período da Boa Morte, oferece a base viva desta travessia. A curadoria da Àbámodá sustenta uma proposta em que moda, corpo, ancestralidade, hospitalidade, experiência territorial e economia criativa caminham de forma integrada.
Dessa convergência nasce uma experiência de forte densidade simbólica, apuro estético, pensamento próprio e consistência entre linguagem, propósito e realização.